Paciente depressivo enxerga o mundo na cor cinza, diz estudo
21 de julho de 2010 • 07h40 • atualizado às 10h56
Um novo estudo científico parece indicar que a associação entre a depressão e a cor cinza é mais do que uma simples metáfora. O estudo, realizado por uma equipe da universidade alemã de Freiburg dirigido por Ludger Tebartz van Elst e publicado na Biological Psychiatry, indica que a depressão dilui o contraste entre o preto e o branco, por isso que o mundo torna-se literalmente cinza.
Os analistas alemães mediram as respostas elétricas para determinar a atividade da retina em 40 pessoas que sofriam de depressão, metade que recebiam medicamento, e em outras 40 não afetadas por essa condição.
A retina contém células fotorreceptoras que transformam os sinais luminosos que chegam ao olho em impulsos elétricos que são enviados ao sistema visual do cérebro.
Com a colocação de eletrodos na superfície ocular e na pele circundante, os cientistas conseguiram registrar a atividade elétrica das células da retina em resposta aos estímulos.
Os pacientes deprimidos demonstraram ter um menor contraste retinal que o grupo de voluntários que não sofriam de depressão, independentemente de estarem recebendo medicação para doença ou não.
Também foi descoberta uma correlação importante entre o nível de contraste e a gravidade dos sintomas: nos pacientes mais deprimidos, a resposta da retina foi mais frágil.
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Comentário: Achei essa notícia muito interessante e ao mesmo tempo muito louca, pois apesar de existir a expressão de que o mundo triste é cinza, nunca pensei que alguém realmente o fosse ver dessa maneira por ser depressivo. Mais uma vez a ciência nos supreendendo...
Adolescente que se exercita tem menos risco de doença mental
13 de julho de 2010 • 12h49
Pessoas que são fisicamente ativas aparentam ter riscos menores de sofrer deterioração mental mais tarde; para as mulheres, a atividade física na adolescência pode trazer os maiores benefícios, como sugere um novo estudo.
O estudo usou dados de cerca de 9.395 mulheres de 65 anos ou mais, em sua maioria brancas, que participaram de um estudo sobre fraturas relacionadas à osteoporose. Elas foram questionadas se tinham se exercitado com regularidade durante sua adolescência e aos 30 anos, 50 anos e mais velhas. Sua função cognitiva também foi avaliada.
As que tinham se exercitado com regularidade em qualquer idade tiveram risco menor de debilitação mental mais tarde na vida, mas o maior benefício foi para as mulheres que eram ativas quando adolescentes.
Apenas 8,5% das que eram ativas nessa época ficaram mentalmente debilitadas mais tarde, em comparação a 16,7% daquelas que foram sedentárias na adolescência. Após ajustar diferenças entre os grupos e fatores de risco como diabetes, os pesquisadores concluíram que a atividade física durante a adolescência estava associada a um risco 35% menor de debilitação cognitiva mais tarde na vida.
O estudo foi publicado no Journal of the American Geriatrics Society.
"As pessoas muitas vezes separam a mente do corpo e esquecem que a atividade física na verdade é controlada pelo cérebro", disse Laura E. Middleton, líder do estudo e pós-doutoranda no Sunnybrook Health Sciences Center, em Toronto. "Uma grande parte do cérebro se dedica a coordenar e controlar o movimento".
The New York Times
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Comentário: Todos sabemos que a adolescência é uma fase crítica, de mudanças. Ai está mais um motivo para adolescentes se exercitarem, mais um entre tantos outros...
Não ter amigos é tão perigoso quanto fumar ou consumir álcool
28 de julho de 2010 • 08h20 • atualizado às 09h35
Não ter amigos pode ser tão perigoso para a saúde como fumar ou consumir álcool em excesso, diz um estudo de cientistas americanos publicado hoje no site da revista PLoS Medicine. Os especialistas asseguram que o isolamento é ruim para a saúde e, no entanto, esta é uma tendência cada vez maior em um mundo industrializado no qual "a quantidade e a qualidade das relações sociais estão diminuindo enormemente".
Estudos prévios demonstraram que as pessoas com menos relações sociais morrem antes daqueles que se relacionam mais com amigos, conhecidos e parentes. Por isso, preocupados com o aumento de pessoas que se relacionam menos com as outras, os cientistas analisaram como um isolamento excessivo pode afetar a saúde.
Para isso, os pesquisadores recorreram a 148 estudos prévios com dados sobre a mortalidade de indivíduos em função de suas relações sociais. Após analisar os dados de 308.849 indivíduos acompanhados durante uma média de 7,5 anos, os cientistas descobriram que as pessoas com mais relações sociais têm 50% mais chances de sobrevivência do que quem se relaciona menos com outras pessoas.
Segundo os especialistas da Universidade Brigham Young, do estado do Utah, e do Departamento de Epidemiologia da Universidade da Carolina do Norte que participaram do estudo, a importância de ter uma boa rede de amigos e boas relações familiares "é comparável a deixar de fumar e supera muitos fatores de risco como a obesidade e a inatividade física".
Estes resultados também revelam que, analisando a idade, o sexo ou a condição de saúde do indivíduo, a integração social pode ser outro fator levado em conta na hora de avaliar o risco de morte do indivíduo.
"A medicina contemporânea poderia se beneficiar do reconhecimento de que as relações sociais influem nos resultados de saúde dos adultos", apontam os responsáveis pelo estudo, para quem médicos e educadores poderiam advertir sobre a importância da relações sociais da mesma forma que defendem o antitabagismo, uma dieta saudável e a realização de exercícios.
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Comentário: Uma coisa que me deixou pensativa após ler essa noticia, foi um fato totalmente contraditório: pois ás vezes, quem leva as pessoas as drogas, são os próprios 'amigos'. E se você não tem amigos, pode ser mais perigoso ainda... Acho que o segredo de tudo é saber escolher bem seus amigos.
Estudo sobre glóbulos vermelhos pode ser usado contra câncer
31 de julho de 2010 • 11h40 • atualizado às 12h26
Cientistas americanos deram um passo importante no processo da criação de glóbulos vermelhos que pode ser útil contra alguns tipos de câncer e de outras doenças, segundo uma pesquisa feita em animais que pode ser aproveitada em seres humanos.
Os pesquisadores descobriram um pequeno fragmento de ácido ribonucleico (ARN), que tem composição muito semelhante ao do DNA, que provoca o processo de conversão das células-tronco em glóbulos vermelhos, e criaram um inibidor para bloquear este processo.
"A importância da descoberta é que este microARN, denominado mir-451, é um regulador natural da produção de glóbulos vermelhos", disse Eric Olson, autor principal do estudo e diretor do departamento molecular na UT Southwestern.
"Provamos também que o inibidor artificial do mir-451 é capaz de reduzir seus níveis em um rato e bloquear a produção de células sanguíneas, o que abriria as portas para um amplo leque de novos remédios para controlar as doenças relacionadas às células sanguíneas", assinalou.
Os inibidores são moléculas que se unem as enzimas e diminuem sua atividade. O bloqueio de uma dessas enzimas pode matar um organismo patogênico ou corrigir um desequilíbrio metabólico, daí seu valor para fabricar medicamentos.
Se o processo der certo em seres humanos, seu uso pode ser útil contra alguns tipos de câncer e de outras doenças, como a policitemia primária, na qual o corpo produz um excesso das células sanguíneas que põe em risco a vida do paciente.
A equipe solicitou a patente do inibidor do mir-451 e está estudando a fabricação de um remédio para tratar doenças sanguíneas. O estudo vai ser publicado na edição de agosto da revista Genes & Development.
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Comentário: Mais uma notícia incrível da medicina avançando, e assim conseguindo a cura para essas doenças que a pouco tempo atrás eram julgadas sem cura.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
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